Convidamos a todos os guerrilheiros que no próximo dia 13 de março, do ano corrente, a direção executiva da ALN, na pessoa do Senhor José Calistrato, estará participando de um evento alusivo a Gregório Bezerra, na cidade de Panelas - PE.
Além da ALN, confirmam presença o sindicato dos trabalhadores rurais, entidades civis organizadas e parentes do homenageado.
Esperamos por vocês.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Apoio aos trabalhadores irrestritamente.
| DEPOIS DA BAHIA, GREVE AGORA E NO RIO: Bombeiros, policiais civis e militares paralizados | ||||
10/2/2012 - 10:37 - ( Nacional ) Bombeiros, policiais civis e militares entram em greve no Rio de JaneiroParalisação começa às 0h desta sexta-feira e foi decidida em ato na Cinelândia, no Centro do Rio
Rio - Os bombeiros, policiais civis e militares entraram em greve geral na noite desta quinta-feira. A decisão foi tomada durante assembleia na Cinelândia, no Centro do Rio. Segundo o comando do movimento, a greve é por tempo indeterminado. Cerca de três mil pessoas participaram do ato.
>> CONFIRA NAS BANCAS: Novas datas do reajuste da Polícia Civil, Militar e Corpo de Bombeiros
![]() Desde a tarde de desta quinta-feira, a Cinelândia concentrou milhares de servidores | Foto: Carlo Wrede / Agência O DiaPoliciais ficarão nos quartéis Os policiais militares, inclusive os de folga e férias, prometeram ficar, a partir de hoje, nos quartéis e só atender emergências, com no máximo 30% do efetivo. Presidente do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil, Fernando Bandeira, orientou a população a ficar em casa. Na Civil, somente a Divisão de Homicídios funcionará 100%. As demais unidades vão atender apenas casos emergenciais, como liberação de guias para remoção de cadáver e flagrantes de roubo. “Enquanto o governo não negociar um plano de cargos e salários, vamos continuar de braços cruzados”, prometeu o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Carlos Gadelha. No caso dos policiais militares, a estratégia é irem todos para as unidades para evitar prisões de parte do efetivo. Em junho do ano passado, 437 bombeiros e dois PMs foram detidos após invasão ao Quartel-General dos Bombeiros, na Praça da República, no Centro. “Se prender um, vão ter que prender todo mundo”, discursou, durante a decretação do movimento, o cabo PM Wellington Machado, do 22º BPM (Maré), um dos líderes grevistas. Tropas federais a qualquer momento, diz Beltrame ![]() Beltrame, em Brasília: ‘Problema a gente resolve com diálogo e ordem’ | Foto: DivulgaçãoAutoridades da Segurança se reuniram nesta quarta-feira com a cúpula do Comando Militar do Leste para ajustar detalhes do possível pedido de auxílio às tropas federais. Mais cedo, Beltrame disse que acreditava num acordo com os profissionais da Segurança, apelando para o ‘bom senso’ dos servidores. Aumento aprovado na Alerj A Assembleia Legislativa do Rio aprovou nesta quinta-feira, por 60 votos a um (duas abstenções e sete faltosos), o projeto de lei que concede 38,81% de aumento aos 122.640 servidores da Segurança Pública, que será quitado em fevereiro de 2013. O governador Sérgio Cabral voltou a afirmar, na tarde desta quinta-feira, que descartava qualquer possibilidade de greve. Ele citou que o reajuste concedido à categoria representa impacto de R$ 1,8 bilhão nos cofres públicos e disse que confia nas instituições. “Os profissionais da segurança sabem que esse não é o melhor método e reconhecem que estamos fazendo e que há ainda muito a ser feito. Se todos os meus antecessores tivessem feito o mesmo, o padrão salarial dos militares seria um dos melhores. Mas não fizeram nada antes de mim”, afirmou o governador. Bombeiro está preso em Bangu 1 A juíza Ana Paula Figueiredo, da Auditoria de Justiça Militar, decretou ontem a prisão preventiva do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo. O pedido foi do corregedor da corporação, Edson Senra. Na decisão, a magistrada argumentou que o militar viajou, sem autorização, à Bahia e foi flagrado em escutas telefônicas com os grevistas da PM baiana. Em um dos trechos, Daciolo ressalta que não teria Carnaval na Bahia, nem no Rio. Para a juíza, a prisão é necessária para garantir a ordem pública e a disciplina militar. O cabo é acusado de crime de incitamento à prática de outros crimes militares. Antes da ordem judicial, o bombeiro, um dos líderes do grupo, foi preso — até então administrativamente por 72 horas — ao desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na noite de quarta-feira. Ele está na unidade de segurança máxima Bangu 1. “Trata-se de mais uma arbitrariedade”, desabafou ele a O DIA após ser detido. O cabo explicou que voltava de Salvador, Bahia, onde participou das negociações sobre a greve. “Por questão de ordem pública, ele foi para Bangu 1”, disse o secretário estadual de Defesa Civil, Sérgio Simões. Ano passado, Daciolo participou da invasão ao QG da corporação. |
Esse é o fim que o capitalismo leva.
09/02/2012 12h12 - Atualizado em 09/02/2012 12h14
Entenda a crise da Grécia e suas
possíveis consequências
País tem pesadas dívidas e vem recebendo ajuda externa.
Papandreou chegou a pedir referendo sobre ajuda financeira, mas recuou.
Do G1, em São Paulo
A Grécia tem enfrentado dificuldades para refinanciar suas dívidas e despertado preocupação entre investidores de todo o mundo sobre sua situação econômica. Mesmo com seguidos pacotes de ajuste e ajuda financeira externa, o futuro da Grécia ainda é incerto.
O país tem hoje uma dívida equivalente a cerca de 142% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, a maior relação entre os países da zona do euro. O volume de dívida supera, em muito, o limite de 60% do PIB estabelecido pelo pacto de estabilidade assinado pelo país para fazer parte do euro.
A Grécia gastou bem mais do que podia na última década, pedindo empréstimos pesados e deixando sua economia refém da crescente dívida. Nesse período, os gastos públicos foram às alturas, e os salários do funcionalismo praticamente dobraram.
Enquanto os cofres públicos eram esvaziados pelos gastos, a receita era afetada pela evasão de impostos – deixando o país totalmente vulnerável quando o mundo foi afetado pela crise de crédito de 2008.
O montante da dívida deixou investidores relutantes em emprestar mais dinheiro ao país. Hoje, eles exigem juros bem mais altos para novos empréstimos que refinanciem sua dívida.
Ajuda e protestos
Em abril de 2010, após intensa pressão externa, o governo grego aceitou um primeiro pacote de ajuda dos países europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI), de 110 bilhões de euros ao longo de três anos.
Em abril de 2010, após intensa pressão externa, o governo grego aceitou um primeiro pacote de ajuda dos países europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI), de 110 bilhões de euros ao longo de três anos.
Em contrapartida, o governo grego aprova um plano de austeridade fiscal que inclui alta no imposto de valor agregado (IVA), um aumento de 10% nos impostos de combustíveis, álcool e tabaco, além de uma redução de salários no setor público, o que sofre forte rejeição da população.
Apesar da ajuda, a Grécia segue com problemas. Em meados de 2011, foi aprovado um segundo pacote de ajuda, em recursos da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do setor privado. A contribuição do setor privado foi estimada em 37 bilhões de euros. Um programa de recompra de dívidas deve somar outros 12,6 bilhões de euros vindos do setor privado, chegando a cerca de 50 bilhões de euros.
Em outubro, ainda com o país à beira do colapso financeiro, os líderes da zona do euro alcançaram um acordo com os bancos credores, que reduz em 50% a dívida da Grécia, eliminando o último obstáculo para um ambicioso plano de resposta à crise. Com o plano, a dívida grega terá um alívio de 100 bilhões de euros após a aceitação, pela maior parte dos bancos, de uma redução superior a 50% do valor dos títulos da dívida.
No mesmo mês, o país enfrentou violentos protestos nas ruas. A população se revoltou contra um novo plano de cortes, previdência e mais impostos, demissões de funcionários públicos e redução de salários no setor privado, pré-requisito estabelecido pela União Europeia e pelo FMI para liberar uma nova parcela do plano de resgate, de 8 bilhões de euros.
Manifestantes entram em confronto com a polícia em Atenas (Foto: Reuters)
Muitos servidores públicos acreditam que a crise foi criada por forças externas, como especuladores internacionais e banqueiros da Europa central. Os dois maiores sindicatos do país classificaram as medidas de austeridade como “antipopulares” e “bárbaras”.
Plebiscito e turbulências no mercado
Em 1º de novembro, o então primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, provocou novas turbulências nos mercados e na zona do euro ao anunciar que convocaria um referendo sobre o novo pacote de ajuda da União Europeia, perguntando aos eleitores se querem adotá-lo ou não.
Em 1º de novembro, o então primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, provocou novas turbulências nos mercados e na zona do euro ao anunciar que convocaria um referendo sobre o novo pacote de ajuda da União Europeia, perguntando aos eleitores se querem adotá-lo ou não.
A expectativa do premiê era que o plebiscito “validasse” as medidas de austeridade necessárias para receber a ajuda financeira. Uma pesquisa, no entanto, mostrou que aproximadamente 60% dos gregos enxergam a cúpula dos líderes europeus, que acertaram um novo pacote de ajuda de 130 bilhões de euros, como negativa ou provavelmente negativa.
A convocação de plebiscito enfrentou rejeição da oposição e dos membros do próprio partido de Papandreou. Com isso, o governo ficou enfraquecido, e Papandreu terminou deixando o cargo, sendo substituído por Lucas Papademos.
Calote
Como membro da zona do euro, a Grécia enfrenta pressão dos demais membros para colocar suas contas em ordem e evitar a declaração de moratória – o que significaria deixar de pagar os juros das dívidas ou pressionar os credores a aceitar pagamentos menores e perdoar parte da dívida.
Como membro da zona do euro, a Grécia enfrenta pressão dos demais membros para colocar suas contas em ordem e evitar a declaração de moratória – o que significaria deixar de pagar os juros das dívidas ou pressionar os credores a aceitar pagamentos menores e perdoar parte da dívida.
No caso da Grécia, isso traria enormes dificuldades. As taxas de juros pagas pelos governos da zona do euro têm sido mantidas baixas ante a presunção de que a UE e o Banco Central Europeu proveriam assistência a países da região, justamente para evitar calotes.
Uma moratória grega, além de estimular países como Irlanda e Portugal a fazerem o mesmo, significaria um aumento de custos para empréstimos tomados pelos países menores da UE, sendo que alguns deles já sofrem para manter seus pagamentos em dia.
Se Irlanda e Portugal seguissem o caminho do calote, os bancos que lhes emprestaram dinheiro seriam afetados, o que elevaria a demanda por fundos do Banco Central Europeu.
Um calote grego pode fazer com que investidores questionem se a Irlanda e Portugal não seguirão o mesmo caminho. O problema real diz respeito ao que acontecerá com a Espanha, que só tem conseguido obter dinheiro no mercado a custos crescentes.
A economia espanhola equivale à soma das economias grega, irlandesa e portuguesa. Seria muito mais difícil para a UE estruturar, caso seja necessário, um pacote de resgate para um país dessa dimensão.
(Com informações da Reuters, France Presse e BBC)
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Truculência em Pinheirinhos
Desembargador que decidiu contra
destruição de favela condena
ação no Pinheirinho
Dayanne Sousa
Em situações semelhantes à da ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), a Justiça brasileira foi favorável aos moradores. Decisões anteriores da Justiça Estadual de São Paulo e até mesmo do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) optaram por manter em suas casas os ocupantes de terrenos invadidos.
No último domingo (22), porém, a Polícia Militar cumpriu ordem de reintegração de posse do Pinheirinho, área onde ocupada por cerca de 6 mil pessoas. O terreno é de propriedade da massa falida da empresa Selecta, do megaespeculador Naji Nahas. Criticado pela atuação da PM, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, rebateu: "Decisão judicial se cumpre e ponto".
É exatamente a Justiça que o desembargador aposentado José Osório de Azevedo Júnior culpa pela tragédia que culminou em centenas de desabrigados. "Todos dizem que estão apenas cumprindo uma decisão judicial, a Justiça fica muito mal".
Azevedo Júnior é autor de uma decisão histórica que, há 18 anos, negou a reintegração de posse de uma favela na região de Santo Amaro, zona sul da capital paulista. O STJ, por meio de relatório do então ministro Aldir Passarinho Júnior, reconheceu a medida. Outros magistrados, como Amable Lopes Souto, voltaram a citar o caso para beneficiar sem-teto e moradores de favelas.
Em conversa com Terra Magazine, Azevedo Júnior justifica que, em casos como o do Pinheirinho, é possível entender que o atraso da Justiça e do poder público em decidir a situação deve ser considerado. O Pinheirinho começou a ser ocupado em 2004 e, desde então, correm processos sobre ele.
- Demorou muito tempo e a situação, de fato, se alterou gravemente. A manutenção dessa decisão é indesculpável. Não é possível se admitir que passem com tratores por cima de uma comunidade - lamenta.
O argumento é o mesmo usado pelo STJ na sentença de 2005:
- Perdida a identidade do bem, o seu valor econômico, a sua confusão com outro fracionamento imposto pela favelização, a impossibilidade de sua reinstalação como bem jurídico no contexto atual, tem-se, indubitavelmente, que o caso é, mesmo, de perecimento do direito de propriedade.
A decisão de retirar as famílias do Pinheirinho foi tomada pela juíza Márcia Loureiro, da 6.ª Vara Cível de São José dos Campos. Uma liminar da Justiça Federal suspendeu a atuação da polícia, mas o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, ordenou o cumprimento da reintegração de posse.
Azevedo Júnior conclui que há respaldo na jurisprudência para qualquer das posições. Ex-professor da PUC (Pontifícia Universidade Católica), ele acaba de lançar o livro Direitos imobiliários da população urbana de baixa renda (Ed. Sarandi), no qual discute o embate.
- É uma questão de mentalidade. Tem pessoas que devem estar muito satisfeitas, dizendo que a Justiça funcionou. Quem tem essa mentalidade, encontra dispositivos a seu favor. Mas quem tem outra mentalidade também encontra arsenal jurídico.
Veja também:
» Famílias retiradas do Pinheirinho aceitam ir para abrigos » Polícia prende 9 pessoas durante a noite na região do Pinheirinho
» Defensoria quer obrigar Estado a alojar famílias
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Apoio ao estudantes de Vitória - ES.
Novo protesto estudantil reabre pauta
sobre monopólio do transporte público
Nerter Samora
Foto capa: Nerter Samora
Seis meses após a forte repressão aos protestos de estudantes em prol da diminuição das tarifas de ônibus na Grande Vitória, o grupo programou retornar às ruas nesta segunda-feira (9) para criticar o aumento das passagens do Transcol e das linhas municipais da Capital. Mesmo com a sinalização do governo do Estado da universalização do “passe livre” – antiga bandeira do movimento estudantil –, a pauta de reivindicações alcança temas mais específicos, como o fim do monopólio do sistema de transporte público e a reabertura da finada CPI do Transcol.
O protesto desta segunda-feira foi marcado por meio das redes sociais e tem como objetivo a divulgação de uma grande manifestação, marcada inicialmente para esta quarta-feira (11). Até o fechamento desta reportagem, nenhum sinal de movimentação havia sido registrado na Ponte da Passagem – ponto de partida do ato – ou no campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Goiabeiras.
O movimento deste ano guarda relações com os protestos iniciados no dia 2 de junho do ano passado, que terminou com o acordo de congelamento dos preços das tarifas naquele ano. Entretanto, os valores das tarifas dos ônibus na Grande Vitória foram reajustados logo no início da segunda semana do ano novo.
As passagens nas linhas municipais subiram neste domingo (8) de R$ 2,20 para R$ 2,35, enquanto nos seletivos passaram de R$ 2,30 para R$ 2,50. No sistema Transcol, as tarifas subiram de R$ 2,30 para R$ 2,45, enquanto nas linhas seletivas os preços variam de R$ 3,70 a R$ 4,25.
Desta vez, a contrapartida do governo com o movimento estudantil foi o compromisso de universalizar o direito ao passe livre, inclusive para estudantes do ensino superior de universidades federais e faculdades particular. Hoje o benefício é concedido a estudantes secundaristas do Estado e do Instituto Federal do Espírito Santo (antigo Cefetes). A intenção do governo é enviar à Assembleia Legislativa um projeto de Emenda Constitucional (PEC) para garantir o benefício.
Apesar da extensão do passe livre atender a pauta histórica de reivindicações do movimento estudantil, a contrapartida aos estudantes não deve reduzir os protestos. Até mesmo pelo contrário. Assim como ocorreu em junho do ano passado, as manifestações contam com representantes de movimentos sociais que avançam sobre questões mais amplas no setor de transporte público no Estado.
A nova pauta traz pontos como a reabertura da malfadada CPI do Transcol, que indicou a necessidade de estudos avançados no sistema de concessões públicas, caso dos pedágios da Terceira Ponte e Rodovia do Sol (Rodosol), bem como das próprias empresas de ônibus. Além disso, o protesto resgata pontos trazidos em antigas manifestações como mudanças no Conselho Tarifário (Cotar) – colegiado que define o valor das tarifas – e mudanças na data-base para os reajustes.
Desde os confrontos entre forças policiais e estudantes no ano de 2005 – quando o então governador Paulo Hartung teve de rever o reajuste e passou a implementar a política de subsídios a empresas –, a data escolhida praticamente anula qualquer movimento mais expressivo nas ruas. Em 2011, o filme se repetiu – só que, desta vez, na gestão do socialista Renato Casagrande.
O protesto desta segunda-feira foi marcado por meio das redes sociais e tem como objetivo a divulgação de uma grande manifestação, marcada inicialmente para esta quarta-feira (11). Até o fechamento desta reportagem, nenhum sinal de movimentação havia sido registrado na Ponte da Passagem – ponto de partida do ato – ou no campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Goiabeiras.
O movimento deste ano guarda relações com os protestos iniciados no dia 2 de junho do ano passado, que terminou com o acordo de congelamento dos preços das tarifas naquele ano. Entretanto, os valores das tarifas dos ônibus na Grande Vitória foram reajustados logo no início da segunda semana do ano novo.
As passagens nas linhas municipais subiram neste domingo (8) de R$ 2,20 para R$ 2,35, enquanto nos seletivos passaram de R$ 2,30 para R$ 2,50. No sistema Transcol, as tarifas subiram de R$ 2,30 para R$ 2,45, enquanto nas linhas seletivas os preços variam de R$ 3,70 a R$ 4,25.
Desta vez, a contrapartida do governo com o movimento estudantil foi o compromisso de universalizar o direito ao passe livre, inclusive para estudantes do ensino superior de universidades federais e faculdades particular. Hoje o benefício é concedido a estudantes secundaristas do Estado e do Instituto Federal do Espírito Santo (antigo Cefetes). A intenção do governo é enviar à Assembleia Legislativa um projeto de Emenda Constitucional (PEC) para garantir o benefício.
Apesar da extensão do passe livre atender a pauta histórica de reivindicações do movimento estudantil, a contrapartida aos estudantes não deve reduzir os protestos. Até mesmo pelo contrário. Assim como ocorreu em junho do ano passado, as manifestações contam com representantes de movimentos sociais que avançam sobre questões mais amplas no setor de transporte público no Estado.
A nova pauta traz pontos como a reabertura da malfadada CPI do Transcol, que indicou a necessidade de estudos avançados no sistema de concessões públicas, caso dos pedágios da Terceira Ponte e Rodovia do Sol (Rodosol), bem como das próprias empresas de ônibus. Além disso, o protesto resgata pontos trazidos em antigas manifestações como mudanças no Conselho Tarifário (Cotar) – colegiado que define o valor das tarifas – e mudanças na data-base para os reajustes.
Desde os confrontos entre forças policiais e estudantes no ano de 2005 – quando o então governador Paulo Hartung teve de rever o reajuste e passou a implementar a política de subsídios a empresas –, a data escolhida praticamente anula qualquer movimento mais expressivo nas ruas. Em 2011, o filme se repetiu – só que, desta vez, na gestão do socialista Renato Casagrande.
Apoio aos estudantes de Teresina - PI
Imagens do protesto estudantil em Teresina
Os estudantes de Teresina fazem protesto desde o dia 02 janeiro contra o aumento das tarifas de transporte coletivo. Os confrontos com a polícia são diários. Embora com dimensões gravíssimas, essas mobilizações não são retratadas pela mídia nacional.
REPÓRTERES: Jhone Sousa e Ellyo Teixeira - Direto das manifestações
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Nova guerra fria?
Tensões entre EUA e Irã preocupam o mundo
3/1/2012 12:18, Por Redação, com Vermelho- de Lisboa

Os países do Oriente Médio sempre interessaram aos Estados Unidos por motivos comerciais, desde a Rota da Seda até a Guerra ao Terror
Anúncios e ameaças são feitas num contexto de recrudescimento das tensões entre o Irã e os Estados Unidos, que elevaram o tom de seu discurso e endureceram as sanções econômicas contra Teerã. Nas últimas horas de 2011, o presidente norte-americano Barack Obama assinou uma lei de defesa que, entre outras medidas, inclui sanções contra toda pessoa ou empresa que realize negócios com o Banco Central iraniano.
Dias antes, a provável entrada em vigor dessas sanções provocou em Teerã a reação de ameaçar fechar o estratégico estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 40% do petróleo que se comercia em escala mundial e onde as forças navais iranianas realizaram manobras a partir do dia 24 de dezembro último, incluindo o lançamento do referido míssil.
Sem deixar de assinalar que as ameaças e os exercícios bélicos iranianos constituem um fator indesejável de instabilidade no terreno econômico e na política internacional, não é menos reprovável a atitude hostil com que Washington tem-se conduzido para com essa nação do Oriente Médio.
Até agora, com todo o avanço mostrado em meses recentes pelo Irã, esse país não deu indícios de possuir capacidade suficiente para o desenvolvimento de armas de destruição em massa, atividade que requer urânio enriquecido a 90%. Acrescente-se que no sábado passado Teerã manifestou sua vontade de retornar às conversações sobre seu programa nuclear com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha, diálogo que permanecia em ponto morto desde a última reunião em Istambul, no ano passado.
Assim, ainda se fosse verdade que a política nuclear da república islâmica representa uma ameaça para a segurança mundial, os Estados Unidos e seus aliados teriam à sua disposição tempo suficiente para conjurá-la, e para isso poderiam lançar mão de recursos de negociação muito mais eficazes e menos contraproducentes do que sanções econômicas como as referidas.
Cabe insistir que o unilateralismo, a arbitrariedade e o caráter depredador da política externa de Washington – um governo que se concedeu a autorização para invadir nações soberanas sem que exista una agressão prévia – representam, na hora presente, o maior incentivo para que o Irã se some, se é que ainda não o fez, à corrida armamentista na qual estão envolvidas diversas potências médias e regionais.
Washington, por sua parte, não tem autoridade moral para condenar o programa nuclear iraniano, uma vez que esse mesmo governo decidiu olhar para o outro lado quando a Índia e o Paquistão construíram seus respectivos arsenais atômicos, e permitiu que Israel – seu aliado fundamental no Oriente Médio – se mantenha à margem do Tratado de não Proliferação Nuclear e das inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica, apesar de que os dados disponíveis informam que esse país possui desde há décadas o único arsenal atômico da região.
Estas considerações obrigam a pôr em dúvida que o interesse de Washington com respeito ao Irã seja, efetivamente, evitar a perspectiva de um novo arsenal de bombas atômicas. Tudo parece indicar, ao contrário, que as recentes sanções e a renovada hostilidade da Casa Branca contra Teerã são orientadas a alterar, em prejuízo deste governo e em benefício do de Tel Aviv, o velho equilíbrio de forças nessa parte do mundo.
Tal atitude tem gerado nos momentos recentes um clima de tensão preocupante na região. Dada a indisfarçável responsabilidade que Washington tem na configuração deste cenário, o mínimo que se podía esperar é que atuasse com prudência e sensatez diplomática, pois do contrário poderia envolver o mundo em um novo cenário de pesadelo.
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